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TPM: tendência para matar

  • 30 de abr. de 2019
  • 3 min de leitura

Boa parte das mulheres, em determinado momento do mês, têm de enfrentar: stress, ansiedade, melancolia, dor de cabeça, irritabilidade, ira, impaciência, gula ou nada de apetite, frustração, insônia, depressão e não para por aí. Cheio de descargas hormonais que geram mudanças no corpo e no humor, o período da Tensão Pré-Menstrual (TPM) é o terror daquelas que precisam lidar com isso todos meses e de milhares de homens que têm de suportar essas mulheres.

Nunca se discutiu tanto sobre o corpo da mulher como se faz agora. O crescimento da movimentação feminista trouxe a tona diversas questões sobre o universo feminino que antes eram tratadas como tabus. As mulheres resolveram falar de algo ainda mais íntimo, falar de si, falar do seu próprio corpo. Quando o assunto é “mulher”, um tema, em específico, chama a atenção: a TPM, o ponto mais crítico do ciclo menstrual.

Entendendo a TPM

De acordo com o biólogo Felipe Viegas, “os sintomas são bastante variáveis entre mulheres ou mesmo de uma fase da vida para outra em uma mesma mulher”. Por isso, é necessário conhecer seu corpo e tudo o que acontece com ele. Mesmo ela estando acostumada a lidar com a TPM durante muito tempo, os sintomas podem mudar ao longo da vida.

Viegas, que também é professor de neuropsicologia, explica que estudos apontam que a queda de hormônios sexuais femininos durante o período menstrual “provoca diminuição de neurotransmissores que relacionam-se com bem-estar. Especialmente de serotonina (conhecido por alguns como neurotransmissor da felicidade), o que explica a alteração de humor característica dessa fase”.

O biólogo conta que “psicoterapias podem ser de grande ajuda, principalmente para quem começa a experimentar prejuízos em suas relações pessoais”. Outra dica é o uso das pílulas anticoncepcionais. Segundo ele, o uso do medicamento “sem a pausa na reposição hormonal, que leva ao período menstrual, também tem se mostrado de grande valia na diminuição dos sintomas da síndrome”.

Felipe Viegas chama a atenção também ao fato de que os sintomas da TPM são semelhantes com os do estresse e da depressão. No entanto, aparecem num período mais curto e descontínuo de tempo. Ele explica que a tensão pré-menstrual “é cíclica e restrita a um período do mês”, e esse é o ponto chave para diferenciar da síndrome do estresse que pode se manifestar ao longo de todo o tempo. “Em relação à Depressão, ou mesmo ao Transtorno Bipolar, novamente o curso temporal pode ser pista importante”, frisa o especialista, esclarecendo que alguns diagnósticos podem levar mais de 6 meses para concluir a observação dos sintomas.

Na preocupação em tratar cada problema de forma correta, Felipe traz o alerta de que “na dúvida, busque sempre ajuda competente para direcionamento adequado em relação a diagnóstico e tratamento”.

A alimentação pode mudar tudo

Apesar de não existem uma fórmula de acabar com essa tensão, a Nutricionista Anne Beatriz Ferraz sugere alimentos que podem acalmar os ânimos nesse período. “Alguns grupos alimentos são mais indicados, como o atum, salmão, sardinha e sementes de chia e linhaça, que são opções ricas em Ômega 3. Eles possuem efeito anti-inflamatório, auxiliando na redução das dores e melhora do humor” explica a profissional.

Segundo ela, alimentos ricos em cálcio como leite e seus derivados e vegetais de folhas verde-escuras, auxiliam na redução de cólicas menstruais, retenção de líquido, dores nas costas e até mesmo o nervosismo. “Alimentos ricos em fibras, como castanhas, frutas e cereais integrais também ajudam a minimizar os sintomas. Pois auxiliam na modulação dos níveis de estrogênio”, completa.

Anne Beatriz ainda dá uma boca notícia aos amantes de chocolate. Ela afirma que “o consumo de Chocolate meio amargo – acima de 50% cacau – em quantidades moderadas, promove o aumento da produção de serotonina, que é uma substância do cérebro ligada à sensação de prazer, aliviando a depressão e a ansiedade. Além de elevar os níveis de endorfina, que é responsável pela melhora do humor”.

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