Menstruar ou não, eis a questão
- 15 de mai. de 2019
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Desde que o mundo é mundo a mulher precisa lidar com a descamação do útero. Para conter o sangramento foram criados os absorventes e, mais recentemente, o famoso coletor menstrual. Mas a questão é que algumas mulheres se sentem desconfortáveis durante esse período e buscam métodos de interromper a menstruação.
As formas de parar o ciclo menstrual variam desde a pílula anticoncepcional até os dispositivos subcutâneos. Existem ainda as injeções de progesterona – hormônio sexual que regula o equilíbrio do ciclo ovariano – e os dispositivos intrauterinos (DIU). A pílula, no entanto, é o método mais conhecido e utilizado pelas brasileiras, por ser bastante acessível e simples de usar.

Pílula anticoncepcional
Impede o ciclo menstrual quando tomada sem o intervalo habitual e com alterações na carga dos hormônios.

Diu hormonal O dispositivo intrauterino libera uma pequena dose hormonal todos os dias por cinco anos. Não impede a menstruação, mas diminui muito o fluxo.
“Há dez anos, eu diria que suprimir a menstruação era ir contra um processo natural. Hoje, porém, os métodos estão bem mais seguros”, afirmou o ginecologista César Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, em uma entrevista ao site da editora abril.
A pílula anticoncepcional não só previne gravidez, como também intercepta o ciclo menstrual por meses quando não é feita a pausa entre uma cartela e outra. No entanto outro ginecologista, Flávio Zucchi, argumenta que os hormônios podem parecer seguros, mas seus efeitos ainda são desconhecidos a longo prazo. O que pode ser um alerta!
Os motivos para interromper o ciclo menstrual são muitos e variam de mulher para mulher. A Designer de Moda, Isabela Vianna, se mostra totalmente a favor do uso do anticoncepcional, argumentando que a mulher não “foi feita” para menstruar todo mês. “A mulher foi feita pra ficar grávida, então é excelente o controle da menstruação evitando a TPM (tensão pré-menstrual), inchaço, desconforto”, defende, acrescentando que o uso do medicamento “traz muitos benefícios como o controle da oleosidade da pele, evitando o aparecimento de acne”.

Já a estudante de Design Gráfico, Vitória Kipnis, diz que o único benefício do anticoncepcional é evitar uma gravidez indesejada. Ela conta ainda que sua irmã, por exemplo, tentou diversas vezes usar a pílula, mudou de marca, mas nunca conseguiu se adaptar e “sempre acabava passando mal”.
Vitória afirma: “fomos condicionadas a achar que menstruação é algo ruim e por isso muitas optam por não menstruar”. Ela revelou ter muito medo dos efeitos negativos da pílula em seu organismo, mas faz uso do medicamento para prevenção de gravidez.
Flávio Zucchi indica o método “para pacientes que sofrem com cólicas muito intensas e endometriose – quando o tecido que reveste o útero cresce demais”. Mas é preciso estar consciente de que, independente de qual seja o método utilizado, toda e qualquer forma de interromper o ciclo menstrual deve ser orientada e acompanhada pelo seu médico ginecologista de confiança.
Também sobre esses cuidados, Fernandes chama a atenção: “até mesmo bons médicos se equivocam na escolha do método, e só o acompanhamento vai revelar se a opção foi certeira”.
Outros métodos

Adesivo Impede a menstruação, exceto quando a mulher não segue o período de uma semana de descanso.

Anel vaginal É inserido pela própria mulher e dura 21 dias. Até três anéis consecutivos podem ser usados, resultando num período de 60 dias sem menstruar.

Injeção Dura três meses e 60% das mulheres que a utilizam não menstruam nesse período, mas pode causar retenção de líquidos.

Implante Trata-se de uma espécie de bastonete recheado de hormônios, inserido no braço. Tem validade de três anos, mas, mesmo assim, podem haver sangramentos indesejados.


































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