Goiânia também tem pagode
- 3 de mai. de 2019
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Diferente do que se possa imaginar da música goiana, um trio que vem fazendo sucesso na capital não se formou em torno do sertanejo. A paixão pelo pagode os fez seguir o sonho de se tornarem músicos. Assim, há 12 anos vêm construindo a carreira, que dá passos largos para o sucesso, em decorrência da sintonia natural de “Os Meninos”.

No ano de 2006, numa partida amistosa de handball, Victor, Márcio e Gustavo se conheceram. Eram de times diferentes, mas a rivalidade ficava apenas no campo. Nas festas de final de campeonato, se uniam para animar os amigos ao tocar música. Assim, uma grande amizade começou a crescer.
Nesse começo o grupo não tinha nome, e, segundo Victor “sempre que perguntavam quem iria tocar, respondiam “uns meninos aí”. O nome pegou. Os meninos”.
Victor Albuquerque, mais conhecido como Vitim, é o vocalista principal. Junto com ele, Márcio Leonardo, o Marcim, canta e toca cavaco. A interação dos dois, junto com Gustavo Batista, de codinome Negão, que fica no pandeiro, mostra toda a alegria que sentem ao se apresentarem. A energia deles contagia o público que dança ao som dos mais variados pagodes.

Um dos prazeres desse grupo é relembrar músicas que marcaram a infância e adolescência, “com uma cara mais jovem” de acordo com eles. Cativando pessoas de diversas faixas etárias. “Os meninos” dão a oportunidade de quem está nos 30 relembrar a juventude de dias atrás. Conseguindo seduzir também quem está entrando na vida adulta. Para isso, introduzem nas apresentações as suas grandes influências no mundo da música como os grupos Revelação, Jeito Moleque, Exaltassamba e Raça Negra.
Eles revelam, ainda, que se pudessem escolher artistas para fazerem parcerias, ídolos do pagode como Dilsinho, Thiaguinho e Ferrugem estariam no topo da lista!
Os shows que fazem pelos PUBs e boates de Goiânia já contam com público cativo que não se contém ao cantar “Algema de Dedo”, música autoral do grupo. “Os Meninos” explicam que esse hit é sobre quem dá preferência aos amigos e diversão, fugindo de namoro.

Apesar do cenário musical goiano ter como ponto forte o sertanejo, eles contam que não se sentem excluídos. “O pagode voltou com tudo e, cada vez mais, as oportunidades estão aparecendo” comenta Vitim, destacando que “tem espaço para todos”.
O grupo já está há algum tempo no mercado musical, é conhecido pela capital e sua música principal já faz sucesso nas bocas do povo. Mas as coisas não param por aí. O sonho só está começando. Como enfatizam, “o amor pela música” é o que os motiva a continuar batalhando.


































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