Camisa Branca: mais coringa impossível
- 8 de jan. de 2019
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Todo mundo precisa de uma peça coringa no guarda-roupa, que combine com qualquer coisa e caiba para qualquer ocasião. Aquela que se enquadra perfeitamente nessa categoria é a camisa branca. Básica, porém elegante, ela pode ser usada tanto para uma reunião de trabalho com uma calça de alfaiataria quanto para um happy hour com uma saia mais curta ou até mesmo passa um passeio no shopping, combinada com um short jeans. Mas você sabia que antigamente a camisa branca como roupa de baixo masculina?

Inicialmente, a peça era uma espécie de camisolão usado por homens por debaixo da roupa para combater o frio e proteger o corpo de tecidos mais pesados. No lugar de botões, era fechada com um cordão próximo à linha do pescoço. Algo parecido com as batas hippie. O interessante é que essa camisa, por ser mais simples e leve, era mais facilmente lavada. Diferente das roupas principais que, muitas vezes, nem passavam por algum processo de limpeza.

A camisa branca começou a ser exposta só no século XVIII, por George Brummell, que passou a usar a peça com a gola e os punhos expostos sob casacos. Por causa da grande influência que George tinha em relação à moda masculina inglesa da época, muitos homens aderiram ao estilo. Então, a camisa branca deixou de ser roupa íntima e se tornou peça do vestuário principal. O guarda-roupa feminino também possuía uma roupa secundária parecida com a dos homens, nomeada chemise.
Só por volta de 1880, que a camisa branca passou a fazer parte dos trajes primários das mulheres. Ela estava por baixo dos tailleurs com as golas e punhos à mostra. A combinação era roupa de trabalho das governantas, datilógrafas e balconistas. Mas foi só no século XX que a peça foi popularizada por Coco Chanel. A estilista prezava por looks funcionais, práticos e simples, que não sufocassem as mulheres, em sua grande maioria inspirados no guarda-roupa masculino.
Nos anos 30 muitas mulheres adotaram o visual andrógeno normalmente em cores sóbrias como branco, preto, cinza e marrom. Essa era uma forma de mostrar a emancipação feminina e sua entrada no mercado de trabalho. Foi então que artistas como Katherine Hapburn assumiram e disseminaram o estilo. Na década de 40, principalmente no pós Segunda Guerra Mundial, a camisa branca combinada com jeans passou a ser usada por jovens. E nos idos de 1950 se concretizou como peça importante nos vestuários femininos e masculinos.

Coco Chanel Katherine Hapburn
As décadas seguintes serviram para mostrar que a camisa branca pode ser básica ou agregar acessórias como ombreiras, babados e renda, que continuará sendo essencial para qualquer guarda-roupa. Os diversos cortes fazem com que essa seja uma peça acessível a todos e produza um bom caimento para os diferentes tipos de corpo. Portanto, a camisa branca é atemporal, unissex e um dos poucos tipos de roupa que carrega conforto, beleza e elegância numa única porção.


Fontes: Fashion Bubbles; Badulakit; Fashion Trainee


































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