Diferentes técnicas dão fim ao sorriso gengival
- 17 de dez. de 2018
- 2 min de leitura
É muito importante se sentir bem ao se olhar no espelho. Gostar de si e de sua imagem, para alguns, é um processo complicado, porém necessário. Uma vez que isso molda nossa percepção de nós mesmos. Dentre as mais diferentes características do ser humano, uma das que mais traz preocupação é o sorriso.
Quem é que não ama e quer ter os dentes perfeitamente branquinhos e alinhados como os artistas da televisão? Por isso, muitos assumem tratamentos dentários para consertar o sorriso. Aparelhos ortodônticos, clareamento, lentes dentais... o que for preciso. Mas existe uma condição que não é mudada por nenhum desses métodos.

O sorriso gengival é um caso a parte. Se você não tem, provavelmente conhece alguém que tenha gengivas proeminentes e dentes pequenos. O cirurgião dentista, Frederico Machado, afirma que essa é uma circunstância que está ligada aos dentes superiores, explicando ainda que o normal é, ao sorrir, mostrar em torno de 2 milímetros de gengiva e que, se aparece entre 5 e 10 milímetros, o sorriso é considerado anti-estético.
De acordo com o especialista, a questão funcional e mastigatória não é influenciada pelo sorriso gengival. Ou seja, está ligado apenas à estética. No entanto, é preciso tomar muito cuidado na hora de buscar essa mudança. A primeira coisa é encontrar um profissional competente e a segunda um diagnóstico clínico. Frederico esclarece que é uma situação mais complexa do que parece. “Às vezes, a pessoa tem uma altura vertical óssea muito grande e tem que fazer uma correção cirúrgica pra cortar o osso”, pondera.
A sondagem da gengiva e radiografias são importantes porque, conforme o dentista, pode acontecer de os dentes estarem escondidos na gengiva, enterrados dentro do osso ou apenas sejam pequenos por natureza. Tendo noção de qual é o caso, o profissional pode indicar diferentes métodos.
Procedimentos
Se a pessoa tiver o lábio superior mais elevado e, por isso, mostra muito as gengivas ao sorrir, a solução é simples: aplicação de botox. Frederico Machado explica que é um procedimento perigoso em certo ponto, porque o botox paralisa a atividade muscular. Então, é necessário que a(o) paciente, após o processo, fique sem abaixar a cabeça por 4 horas. “Por ser um líquido, ele pode se deslocar para outra parte do rosto como a bochecha e paralisar aquele local” alerta o especialista. Feita corretamente, a aplicação fará com que o lábio superior suba menos ao sorrir.
Existem também quadros mais complicados, como os que necessitam a retirada de osso. Em outras situações, porém, apenas refazer o contorno da gengiva é o suficiente. O cirurgião afirma que esse último procedimento pode ser realizado dentro do consultório com anestesia local. Ele conta que nesses casos prefere utilizar o bisturi elétrico. “Na maioria das vezes, nem preciso suturar e o paciente já sai daqui sorrindo”, sublinha. Essa ferramenta, segundo Machado, corta a gengiva e sutura os vasos sanguíneos no mesmo instante. O que permite à pessoa retomar suas atividades imediatamente.
Em seus 20 anos de profissão, Frederico Machado já fez mais de 300 cirurgias de correção do sorriso gengival e 30 aplicações de botox para resolver o mesmo problema. Para ele o mais importante é ter o diagnóstico preciso para não haverem erros.


































Comentários